Superar a justiça humana e seus defeitos

A parábola dos trabalhadores ou do patrão generoso nos deixa intrigados, porque mostra que os pensamentos de Deus são diferentes dos nossos e a lógica do reino contrasta com a nossa. Jesus com freqüência nos desconcerta com suas parábolas e ensinamentos.
A bondade do patrão supera a justiça humana. Nós costumamos ser calculistas: Jesus, ao contrario, pensa na necessidade de cada um. A parábola diz que o patrão pagou uma diária a cada trabalhador, o necessário para viver o dia-direito que todos têm, independentemente deste ou daquele emprego. Se alguns empregados da parábola não trabalharam mais, o motivo disso é não terem sido contratados antes, estarem aguardando alguém que os contratassem.
A lógica do reino questiona a lógica humana. Não raro a palavra de Deus provoca uma inversão de valores. Deus é imprevisível em suas opções: escolhe o ultimo, o pecador, o fraco.
Para ele, não existem categorias: os que chegaram primeiro, os que fizeram mais. Tudo é generosidade e misericórdia do patrão justo, que supera os critérios humanos. Deus não é injusto por ser generoso.
A salvação é dom de Deus, não mérito nosso. O ingresso no reino de Deus não depende tanto de nossa fidelidade às praticas religiosas, da freqüência desde crianças a uma comunidade. Muitos pensam que tem mais mérito diante de Deus porque são fervorosos em praticas devocionais. Se faltar amor e justiça na vida cotidiana, pouco vale a vivencia devocional. Queremos superar a “religião dos méritos”.
O discípulo de Jesus, com a celebração eucarística, vai se familiarizando com a lógica de Deus, baseada na generosidade, vai se comprometendo com ela. Não importa se é trabalhador da primeira ou da ultima hora, todos são admitidos à mesma mesa e recebem a mesma palavra e o mesmo pão. O Pai, justo e bom, não nos trata de forma mesquinha, conforme nossa eficiência, mas na proporção da ternura do seu coração.
            É com este pensamento que a justiça humana deveria trabalhar para poder diminuir a corrupção no poder publico e na administração das Autarquias municipais e devolver a dignidade aos trabalhadores que sofre com o mando e desmando de políticos que se aproveita para ocupar cargos e fazer os trabalhadores concursados de escravos e esquecem das palavras de JESUS e de seus ensinamentos.
            Muitos pensam que tem mais mérito diante de Deus porque são fervorosos em praticas, mas, e com seu irmão? É dever do ministério publico colocar essas praticas para funcionar... Vamos esperar.

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